quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Trilogia das Cores e Sabores


A infância lhe cheirava um bosque.
A cor era o amarelo.
Bastante radiante, bastante alegre.

A juventude cheirou cigarro.
Era cinza.
Descobriu muitas coisas,
dentre elas a indiferença.

A Indiferença era negra.
E cheirava nada.
Um pouco de quase nada.

Cresceu.

Hoje o cheiro é de livro.
De mofo.
A cor é vermelha,
porque se apaixona.

É verde,
porque sonha.

É rosa,
porque dança.

É branca,
porque há calmaria.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Vida e Arte

"Todas as artes contribuem para a maior de todas elas, a arte de VIVER."



Bertold Brechet.

sábado, 15 de dezembro de 2007

Mal intento


Deus me livre desse mal.



Vontades que surgem do nada.

Desejo imenso de ser livre.

Consciência, ou subconsciência,

de se saber que é inadequado.

Por vezes mórbido.


Estar do lado oposto da multidão.

Enfurecida, enfurecer.

Diferença.

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Sofrer as influências más dos

signos do zodíaco

desde a epigênese da infância.

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A dor e a delícia de ser o que é.

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Heloísa A. A. S.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Hable con Ella


No teatro, sentados lado a lado, Benigno e Marco.

No palco, "The Fairy Queen", de Henry Purcell.


Em "El Bosque", internadas estão Lydia e Alicia.


Marco sofria de amor.
Muito pouco o remetia de volta a seu passado.


Benigno é um rapaz carente.
Apaixona-se por uma bailarina.
Dias chuvosos fazem com que ele se lembre dela.


Lydia é toureira profissional.
Vive os sonhos de seu pai.


Alicia é jovem.
Pouca idade e muitos sonhos, temperamento sereno.


Passado, presente e futuro, conduzindo-os a um destino inesperado.




Heloísa Arioli.


Claus Roxin







O princípio da insignificância foi formulado pelo célebre CLAUS ROXIN, o qual propôs a interpretação restritiva aos tipos penais, com a exclusão da conduta do tipo a partir da insignificante importância das lesões ou danos aos interesses sociais.




Como define ROXIN, o legislador não possui competência para, em absoluto, castigar pela sua imoralidade condutas não lesivas a bens jurídicos.




Com efeito, ROXIN reconhecia que a insignificância não era característica do tipo delitivo, mas sim um auxiliar interpretativo seu, a fim de restringir o teor literal do tipo formal, conformando-o a condutas socialmente admissíveis, em decorrência de suas ínfimas lesões aos bens juridicamente tutelados.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Uma dose de tudo, outra de nada.


Rótulos.


Qual seu uso?

Delimitar é importante?

Para mim, não!


Ou sim?

Em que momento delimito?

Classifico?


Qual a necessidade de dizer que se ama?
Qual a necessidade de delimitar doses?

Meu Caro Amigo


Aqui tá tudo na mesma.
Timão na segunda divisão,
War in Rio,
A chuva que não cai;
O Sol que arde,
A morena que samba,
O bom malandro,
Os maus,
Lula e suas bobagens,
O bom cinema nacional,
O Natal que se aproxima.

E aí está você.
Longe.
Só com suas bagagens
e um pouco de nada pra me contar.